As novas formas de relacionamento entre marcas e consumidor já não seguem mais a estrutura vertical – literalmente de estímulo/resposta. Desta forma, o branding se faz necessário para que os consumidores saiam do estado letárgico de entender a marca apenas como uma relação comercial, e passem a compreender como um casamento verdadeiro e duradouro.

Efetivamente, por que os consumidores querem se relacionar com as marcas desta forma? São vários os motivos que podem explicar este novo conceito de relação, mas uma delas pode resumir tudo: porque sua empresa está presente e oferece o que o consumidor procura. O branding, neste caso, é isso: trazer conteúdo e mostrar que o cliente pode confiar na sua marca.

Contudo, atenção: decepcionar seu público, se pegarmos a analogia do casamento entre marca/consumidor, pode ser considerado uma traição, trazendo a frustração. Primeiro, vamos elencar outros motivos que levam o cliente a querer se relacionar com a marca. Na sequência, vamos para exemplos práticos e ‘casamentos duradouros’ de empresas que fortaleceram seu branding.

O Fator Credibilidade

Como dito na abertura do texto, as pessoas passaram a encontrar seu conteúdo, mas isso é a parte de um todo. Dados da Ipsos Millenial Social Influence Study, em 2014, já apontavam o descredenciamento das mídias tradicionais (como TV, rádio e jornais impressos), e a ascensão de redes sociais, documentos científicos outorgados por pares e, claro, o tradicionalíssimo ‘boca-a-boca’.

Isto fez com que o branding fosse utilizado para mudar a estratégia empresarial – deixando de lado a sisudez corporativa e atendendo a demanda dos consumidores. Assim, quando são ouvidos e atendidos por seus anseios, o consumidor passa a entender a marca como um relacionamento estrito e bilateral. Mas, não é só isso.

Os meios digitais permitem as mais caras avaliações para uma empresa. Depende de o branding transformar isso em um critério positivo. Quando há o relacionamento direto e métodos como descontração nas redes sociais (sem perder o profissionalismo), saem os processos automatizados e entra a empresa como referência no assunto/produto/serviço.

Vamos aos exemplos práticos?

Conselho Fashion da C&A

Uma das maiores varejistas entendeu que sua marca deixou de ser apenas vestimenta, uma banal peça de vestuário. São milhares de clientes que opinam desde as campanhas até as estampas. A opinião do Conselho Fashion é direta: os consumidores deixaram de ser apenas consumidores e passaram a fazer parte do branding da empresa.

O case de sucesso da Nike

Se há um exemplo global de um marketing de relacionamento que não encontra barreiras é da Nike. A empresa americana, uma das pioneiras no assunto, deixou de ser uma marca e passou a ser um estilo de vida. Comunidades, aplicativos, interações, dicas, campanhas, entre outras, trouxeram uma nova imagem de uma empresa que tinha tudo para ser taxada dos piores jargões publicitários – mas, que ano a ano, fideliza mais clientes.

Nubank: nascido para se relacionar com o cliente

Um caso nacional que vem atraindo a atenção de qualquer agência de branding é a instituição financeira Nubank. Com foco no seu público (e entendendo seu comportamento), eles puderam engajar estratégias de marketing de relacionamento sem nenhum – pasmem – atendimento físico. Brindes e relação com o cliente, que incluem até cartas (sim, aquele pedaço de papel que foi esquecido com as mídias digitais), fizeram o Nubank ser uma referência em branding.

Conhecendo mais sobre o assunto, entender o porquê e como os consumidores querem se relacionar com sua marca, através de exemplos práticos, pode ser o diferencial do marketing da sua empresa. Desta forma, pergunte-se: como vai o casamento com os meus clientes?

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