Muito se fala sobre a crise da publicidade tradicional, causada pelos novos meios e plataformas digitais. Segundo a tese, a facilidade de anunciar na internet e o barateamento que as mídias sociais proporcionam às empresas transformam a divulgação de marcas como conhecemos. Por causa disso, hoje as empresas precisariam de novas estratégias, como a do marketing de influência.

Até onde esse exercício de futurologia traz a verdade não sabemos. No entanto, é evidente que vivemos num processo de transformação profunda e acelerada. O que é novo passa a ser velho em questão de anos. Um modelo mal nasce e já sofre mudanças.

O fato é que, nos últimos anos, até mesmo as mídias sociais estão passando por mudanças. O marketing de influência é um desses modelos “táticos” que ganha adeptos a todo momento. É isso que iremos abordar nesse artigo. Antes preciso mencionar o contexto em que se deu essa nova estratégia.

Fatores recentes do mercado digital

A velocidade do meio digital impulsionou as marcas e aumentou a concorrência. Hoje qualquer um pode criar conteúdo e utilizar anúncios para lucrar em cima disso. A consequência é o aumento de propaganda na tela do usuário. Isso acabou criando novas demandas, que invariavelmente foram supridas pelo mercado. Do que estou falando?

Provavelmente você já viu ou usou um adblocker. Trata-se de aplicativos instalados nos navegadores que bloqueiam qualquer anúncio. A consequência é danosa para as empresas, pois o dinheiro investido em publicidade não alcança todo o público almejado.

Surge então, nesse contexto, a questão: como levar a marca adiante sem precisar dos anúncios? Aí surgem os influenciadores digitais. São pessoas que, por alguma razão, exercem influência na internet, e isso significa promoção e lucro.

Quem são os influenciadores

As marcas entenderam que os consumidores confiam muito mais em recomendações de pessoas confiáveis do que numa propaganda direta, que só impõem uma relação fria entre público e marca. Destacam-se 3 grupos de influenciadores:

Midiáticos: Os tradicionais influenciadores, como jornalistas, analistas e artistas. Eles, que costumavam influenciar em veículos off-line, continuam com grande crédito.

Especialistas: Pessoas especializadas no assunto em questão, que estão presentes na internet de alguma forma (blogueiros, youtubers, líderes de comunidades e grupos online).

Fãs: Pessoas “comuns”, mas que se destacam por alguma razão e influenciam outros com o mesmo gosto.

Um influenciador digital é um garoto-propaganda, mas com uma abordagem inspirada pelo “boca a boca”.

Marketing de Influência como tendência

Embora pouco falado, o marketing de influência já é uma das forças do mercado digital. Isso graças ao retorno sobre o investimento, porque você não precisa criar uma abordagem para cada tipo de público. Os profissionais influenciadores conseguem estar presentes em qualquer etapa da jornada de compra, ajudando os consumidores desde o reconhecimento do problema à tomada de decisão.

Além disso, cada vez mais surgem plataformas e ferramentas que impulsionam a ação dos influenciadores digitais. Aliados ao conteúdo, eles tiram a frieza da propaganda. O público prefere recomendações de uma pessoa confiável, e não de um banner que pisca na tela.