Sempre que vamos pensar na relação entre marcas e consumidores, é interessante fazer algumas reflexões. Uma delas é “supondo que as marcas A e B oferecem produtos idênticos pelo mesmo preço, o que fará um consumidor escolher entre um ou outra?” Uma resposta provável pode dizer que a escolha será pautada pela empatia ou pela conexão pessoal que este consumidor tem em relação à marca.

Na verdade, é esta empatia que pode fazer com que um cliente esteja disposto até mesmo a pagar mais caro por um produto apenas por poder contar com a força da marca que ele tanto gosta. Percebe como a empatia é crucial para qualquer empresa? Por isso, fique atento a este texto em que iremos explorar a relação entre mercado e branding.

A força da empatia

Ao longo dos anos, o marketing e o mercado se desenvolveram a ponto de fazer com que a relação entre consumidores e empresas fosse para além da relação entre custo e benefício. Hoje em dia, na hora de comprar um produto, a maioria dos clientes avalia também a força da marca pesquisada, para além do preço da mercadoria ou do serviço que está prestes a adquirir. Isso acontece porque empresas possuem visões, missões e valores que dizem muito sobre as formas como ela atua. Uma forma de “humanizar” o trabalho da companhia.

Assim, os consumidores tendem a fazer mais negócios com empresas nas quais eles confiam e concordam com seus métodos e valores. Por exemplo, uma pessoa ligada no meio ambiente dificilmente irá querer adquirir produtos de uma empresa poluente ou que faça testes em animais.

Da mesma forma, uma pessoa tende a não querer fazer negócios com uma empresa se souber, por exemplo, que ela explora seus funcionários, não cumpre leis e toma ações que infringem as leis de mercado. A reputação de uma empresa, principalmente em tempos de internet, é algo que precisa de uma atenção imensa!

É por isso que hoje em dia muitas empresas adoram fazer ações sociais. São estratégias de branding, que geram engajamento e empatia com a marca. Grandes companhias possuem fundações filantrópicas que investem em cultura, saúde, educação e outras ações sociais que, além de beneficiar pessoas, ainda ajudam a marca a se consolidar como uma empresa confiável e empática.

Empresas menores, que não têm dinheiro suficiente para criar e sustentar uma fundação, fazem doações, ações mais pontuais ou até mesmo manifestações públicas em prol de causas sociais e minorias, também mostrando força em branding.

Basta reparar em anúncios: quantos anúncios você já viu que não mostram nenhum produto, serviço ou preço da marca, mas passam uma mensagem de solidariedade ou de cunho político ou social? Isso é branding, criação de empatia.

Se a sua empresa conquistar a empatia do público, ela poderá vender mais no médio e no longo prazo, pois terá cativado sentimentos pessoais de seus consumidores. Conquistar o coração do cliente, às vezes, vale mais a pena do que conquistar sua carteira (pelo menos em um primeiro momento).